quinta-feira, 30 de abril de 2009
A rede social que mais cresce nos EUA com mais de 6 milhões de usuários no mundo é o Twitter. É certo que em matéria de negócio o Twitter ainda não dá dinheiro, mas fora estas questões financeiras, não há como negar, que a rede vem se transformando em um verdadeiro fenômeno social.
Através do Twitter qualquer um pode enviar mensagens de até 140 toques para seus “seguidores”, da mesma maneira que os torpedos dos celulares. A diferença é que as mensagens circulam pela internet como textos de blogs. Esses textos de até 140 caracteres são conhecidos como tweets.
Quando sabemos que no mundo todo , segundo as pesquisas, são disparados cerca de 2,4 milhões de SMS por mês, não há como negar que o potencial do seviço é grande.Vale a pena lembrar também que se há lá fora 1,57 bilhão de pessoas que usam a internet e outros 3,3 bilhões usua´rios de celulares é claro que essas duas redes acabarão se fundindo.
Desde quando foi iniciada em 1995, a informação digital vem se difundindo e com ela aprofundando mudanças de costumes.Práticas de internet migraram para o mundo do celular e as coisas do mundo do celular invadiram a rede de computadores.As pessoas não param de falar não querem parar de receber.Elas querem se exibir e ver tudo.Estamos conectados.Na verdade superconectados , e de várias formas.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Na Região do Prado os negócios se proliferam: de ensino à alimentação tudo é comercializado
Aqui em Minas não tem sido diferente. A insatisfação dos alunos com a faculdade Estácio de Sá não é de hoje.
A Estácio é uma faculdade particular e pertence a um grupo de ensino com sede no Rio de Janeiro, cujo slogan é “ Estude na Estácio. Uma das maiores instituições de ensino do país. E uma das melhores”.
Para o aluno Cirdes Lopes, estudante do sétimo período de jornalismo, essa propaganda não corresponde ao que é oferecido
De acordo com os estudantes, a Faculdade oferece um estrutura precária em todas as áreas desde o início do curso.
Os laboratórios tanto de televisão, webjornalismo e rádio tem equipamentos insuficientes para o número de usuários além de má conservação. O serviço de secretaria é inadequado para o número de alunos e a biblioteca possui um acervo aquém da necessidade dos cursos oferecidos.
No último dia vinte um grupo de estudantes resolveu colocar em prática sua indignação e reinvindicar seus direitos sendo criado o MAU-Movimento dos Alunos Unidos com o objetivo de procurar soluções para problemas estruturais que se estendem há vários semestres. Foi criado também o blog deolhonaestacio.blogspot.com para que os integrantes possam acompanhar o movimento.
A escola também não oferece um local de alimentação para os alunos e o espaço de convivência passa a ser a rua. Esta situação tem provocado o deslocamento dos estudantes para fora da unidade, onde funciona um comércio de alimentos , nas imediações da Faculdade.
Em conseqüência desse fluxo intenso de jovens a instalação de bares se tornou oportuna e os estudantes nem sempre voltam para a sala de aula depois de uma cerveja ou outra.
Aliado a isso, o fluxo de pessoas é feito livremente pois a escola não oferece nenhum controle nesse sentido e em consequência a segurança nas dependências da faculdade também fica vulnerável.
Enquanto isso os alunos dos últimos períodos do curso de jornalismo, se mantém preocupados com problemas que exigem solução imediata, como o caso dos laboratórios de informática, que hoje não permitem que o plano de curso de webjornalismo seja cumprido em tempo suficiente para término do curso. E a sensação de comprar “gato por lebre” continua.
Ouça abaixo trecho da entrevista com um aluno:
Leia Mais:
Comércio Informal
Educação x Bebida
ENTRE A SALA DE AULA E O BAR
A Lei Seca ainda não 'Pegou'
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa, assinada no último dia 30 de setembro pelo presidente Lula tem causado muita polêmica. A verdade é que mudanças trazem medo e preocupação principalmente para aqueles que em sua profissão aprenderam a ter que falar certo e escrever certo. Há quem diga até que vamos perder nossa identidade.
No entanto a reforma proposta é apenas ortográfica e não vai influenciar no modo de falar, de se expressar e se entender.
A mudança é resultado de um acordo para unificar o registro nos oito países de língua portuguesa: Angola, Moçambique Cabo Verde,Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe,Timor Leste, Brasil e Portugal. Com ela os mais de 200 milhões de pessoas que falam português em todo o mundo vão passar a escrever da mesma forma Isso representa não só a unidade do idioma, mas também a ampliação das possibilidades da língua em diversos campos.
Certa vez ouvi que a língua é como roupa: um tipo para ocasiões descontraídas, outro tipo para ocasiões mais formais e que, ainda, é importante conhecer todos os tipos para se adequar a cada ocasião .Na verdade a língua é viva e nunca é a mesma. Mas o fato é que a reforma já está aí e é bom conhecê-la.
Para a professora Taílze, da Faculdade Estácio de Sá, as dúvidas podem ser muitas mas, existe sempre uma “regrinha” que pode ajudar na hora da dúvida. No caso do uso do hífem por exemplo basta lembrar que quando as palavras terminarem e começarem com vogais iguais elas serão separadas pelo hífem e quando forem diferentes vão ficar juntas e dobradas. No caso de alguns prefixos como circum por exemplo esse permanecerá com o uso do hífem.
O prazo oficial para uso da reforma é até 31 de dezembro de 2012.Para as escolas a adesão deve ser feita até 2010. Enquanto isso as duas formas de ortografia vão ser aceitas inclusive em concursos públicos, vestibulares e provas escolares.
Leia mais:
Motivo de polêmica.
Veja mais notícias sobre o assunto.
Livro sobre a nova ortografia.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Chuvas causam destruição em BH
quinta-feira, 12 de março de 2009
Estudante quer virar blogueiro
Ao final de mais um ano letivo, são muitos os recém formados que ingressam no mercado de trabalho.Carlos Lyra, 49 anos, é um desses estudantes que depois de fazer a opção pelo jornalismo, pretende produzir um documentário como trabalho de conclusão de curso.Carlos declara que sempre se interessou pela atividade jornalística e que o fato de trabalhar em um jornal da capital mineira foi determinante na sua opção pela profissão. Afirma que a faculdade deu a ele oportunidade de ampliar a aptidão pela escrita e que, o curso atendeu essa expectativa, pois se sente mais capaz de elaborar as leituras que passaram a fazer parte de seu cotidiano.
O estudante é membro da Igreja Batista e segundo ele o jornalismo vem ajudando a ampliar sua capacidade de argumentação para elaborar suas palestras nas reuniões da igreja. Carlos afirma ainda que o webjornalismo é uma área em que pretende atuar pois vê na ferramenta um espaço para interagir tanto com a comunidade religiosa quanto secular.
Em relação ao documentário, o estudante declara que a escolha foi pautada no jornalismo social, pois o tema do trabalho é o registro do Academia da Cidade, um projeto do Bairro Ribeiro de Abreu, zona oeste da capital, que foi desenvolvido sob a forma de mutirão pelos moradores da comunidade. Hoje o projeto é uma realidade com uma academia funcionando com equipamentos construídos com material reciclado e que já conta com o apoio da prefeitura de Belo Horizonte.
Segundo do êle o trabalho vai ser produzido, de forma didática para ser usado nos projetos sociais da igreja, da comunidade e quem sabe nas aulas que pretende dar. Para isso planeja continuar os estudos e optar pela vida acadêmica.Carlos quer ainda escrever um livro, um sonho que alimenta há muitos anos.
Veja um pouco mais sobre documentarios no vídeo abaixo:
Leia também:
segunda-feira, 9 de março de 2009
Irresponsabilidade no jornalismo brasileiro

foto extraída de http://www.diariodopara.com.br/imagensdb/163130paula_oliveira_brasileira_agredida.jpg
O Ministério Público da Suíça investiga a brasileira ,que se condenada pode ser sujeita a penas como tratamento psiquiátrico, multa ou até mesmo prisão de três anos.
A revista suíça “Weltwoche” põe em dúvida a versão de Paula e afirma que a brasileira confessou que tudo não passava de uma farsa. Policiais entrevistados pela revista, levantaram a hipótese de que a Paula poderia estar interessada em ganhar uma indenização do governo no valor de R$ 100 a R$ 200 mil caso ela fosse vítima de ato violento seguido de aborto. As noticias veiculadas tiveram repercussão em outras publicações do país.
Esta não é a primeira vez que brasileiros fora do país vão para a imprensa internacional por serem percebidos como marginais. Basta lembrar o caso do mineiro Jean Charles morto por policias no metrô Londres e musico Guinga agredido por policiais no aeroporto de Madrid.
A imprensa brasileira por sua vez viciada na espetacularização da notícia não agiu de maneira diferente desde o início desse episódio. Toda a mídia, de maneira irresponsável sem a devida apuração, transmite e publica informações do caso, preocupada apenas com o sensacionalismo e com a famigerada audiência. Mais uma vez a emoção, e a solidariedade da população brasileira é manipulada pela imprensa. O Itamaraty e o governo Lula se deixam levar pelas notícias veiculadas e “metem os pés pelas mãos” deixando a cônsul-geral do Brasil em Zurique,Vitória Clever, passar por uma situação constrangedora junto à polícia local.
Para o jornalista Rui Martins do observatório da Imprensa essa é a maior “barriga” da história de nosso jornalismo e vai sempre ser lembrada nos cursos de comunicações. Para nós estudantes de jornalismo “quase prontos” para entrar nesse mercado fica a certeza de que é preciso mais do que o estudo de casos para nos tornarmos capazes de fazermos um jornalismo diferente desse.
Nos mesmos cursos de comunicação, também somos lembrados que a questão não é só o sensacionalismo e a falta de profissionalismo. A precipitação é reflexo do mundo atual, cheio de pressa, tudo em tempo real, não sobrando espaço pra pensar, avaliar e discutir. Nas redações desse novo jornalismo não dá para parar e investigar, senão a notícia fica velha. E pior, com a concorrência acirrada a decisão de não publicar é vista como um luxo.
Mas vale lembrar que essa opção continua existindo mesmo que não praticada. Basta lembrar a postura adotada por um determinado veículo no caso da Escola Base em São Paulo. É uma questão de foro íntimo. Episódios como esses não vão faltar na nossa caminhada profissional. O que vai pesar na balança é o conjunto de valores intrínsecos do profissional de jornalismo. Enquanto isso vamos torcendo para termos a sorte de fazer parte de uma equipe com algum profissional dessa estirpe. Pode ser o “último dos moicanos” mas quem sabe a gente vem para não deixar que ele seja o último.